Bula de Nomeação Episcopal | Bispo Auxiliar da Diocese de São Salvador da Bahia

        

 INNOCENTIVS, EPISCOPVS
SERVVS SERVORVM DEI

AD PERPETVAM REI MEMORIAM

BULA DE NOMEAÇÃO EPISCOPAL
BISPO AUXILIAR DA DIOCESE DE SALVADOR DA BAHIA

Ao diletíssimo filho, Dom José Roberto, nomeado Bispo Auxiliar para a Diocese de São Salvador da Bahia, saúde e bênção apostólica.


    “Apascentai o rebanho de Deus que vos foi confiado, velando por ele, não constrangidos, mas de boa vontade, segundo Deus” (1Pd 5,2). Esta exortação do Apóstolo, proclamada na liturgia própria dos Pastores da Igreja, recorda que o ministério episcopal é vigilância constante, presença ativa e fidelidade perseverante, mesmo nas exigências ordinárias do cotidiano.

    O Concílio Vaticano II nos ensina que os Bispos, “como vigários e legados de Cristo, governam as Igrejas particulares que lhes foram confiadas” (Lumen Gentium, 27), exercendo o tríplice múnus de ensinar, santificar e governar. Tal encargo requer postura íntegra, coerência de vida e dedicação efetiva, não apenas em momentos solenes, mas no labor diário da condução pastoral.

    Considerando as necessidades da Diocese de São Salvador da Bahia, cuja fé se enraíza na devoção ao seu Padroeiro, o Santíssimo Salvador do Mundo, e tendo presente o bem espiritual do povo de Deus, julgamos oportuno prover-lhe auxílio episcopal que busque ser diligente e comprometido.

    Sendo assim, após ouvir o parecer do Dicastério para os Bispos e ponderar atentamente vossas qualidades humanas, espirituais e pastorais, TE NOMEAMOS e CONSTITUÍMOS, amado filho, DOM JOSÉ ROBERTO, como BISPO AUXILIAR DA DIOCESE DE SÃO SALVADOR DA BAHIA, conferindo-lhe todos os direitos e deveres inerentes ao ofício, segundo as normas do Direito Canônico e da disciplina da Santa Igreja.

    Exortamos que cultive a postura verdadeiramente episcopal, marcada por fidelidade inabalável ao Magistério, comunhão hierárquica e presença concreta junto ao clero e aos fiéis. A missão que lhe é confiada requer não apenas boa intenção, mas ação constante e proximidade pastoral. Como recorda São Gregório Magno no Regula Pastoralis, o Pastor deve ser exemplo nas obras, firme na disciplina e compassivo na caridade, para que sua autoridade brote da coerência de vida.

    Recordamos ainda as palavras de São João Paulo II: “O Bispo é o primeiro responsável pela santidade do seu povo” (Pastores Gregis, 43). Tal responsabilidade implica presença ativa, acompanhamento diligente das comunidades e atenção constante às dificuldades que marcam o dia a dia da vida eclesial.

    À luz também do ensinamento de Papa Francisco, que exorta os Pastores a terem “o cheiro das ovelhas” (Missa do Crisma, 28 de março de 2013), lembramos que o Bispo é chamado a não se distanciar do povo, mas a caminhar com ele, sustentando-o nas provações e animando-o na esperança.

    Que Dom José Roberto, consciente do encargo recebido, seja mais ativo e presente na missão que ora lhe é confiada, não se deixando abater pelas dificuldades, mas respondendo com zelo, constância e fidelidade ao chamado de Cristo. Que o Santíssimo Salvador do Mundo, Padroeiro desta Diocese, o fortaleça na perseverança e o conduza a um ministério fecundo.

Dado e Passado em Roma, no vigésimo sexto dia do mês de fevereiro do ano de 2026, primeiro de nosso pontificado.

 Innocentivs Pp. II
Pontifex Maximvs
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