Bula de Nomeação Episcopal | Bispo Auxiliar da Diocese de Roma

       

 INNOCENTIVS, EPISCOPVS
SERVVS SERVORVM DEI

AD PERPETVAM REI MEMORIAM

BULA DE NOMEAÇÃO EPISCOPAL
BISPO AUXILIAR DA DIOCESE DE ROMA

Ao diletíssimo filho, Dom Gabriel Mendes, nomeado Bispo Auxiliar para a Diocese de Roma, saúde e bênção apostólica.


    O ministério episcopal é, por sua própria natureza, caminho de contínuo amadurecimento espiritual e pastoral. Ninguém é constituído Bispo como ponto de chegada, mas como o início de uma responsabilidade ainda mais profunda diante de Deus e da Igreja. Como ensina o Concílio Vaticano II, “os Bispos, pelo Espírito Santo que lhes foi dado, são constituídos verdadeiros e autênticos mestres da fé, pontífices e pastores” (Lumen Gentium, 25). Tal verdade não elimina a necessidade de crescimento, mas que sirva como combustível para o aperfeiçoamento e amadurecimento constante.

    Voltamos nosso olhar para a venerável Diocese de Roma, Igreja que preside na caridade e que, por singular desígnio divino, é confiada ao cuidado imediato do Bispo de Roma. Nesta Igreja particular, chamada a ser modelo de comunhão e testemunho, julgamos oportuno prover auxílio episcopal que una disponibilidade ao serviço e disposição para amadurecer no exercício do múnus recebido.

    Sendo assim, após ouvir o parecer do Dicastério para os Bispos e ponderar atentamente vossas qualidades humanas, espirituais e pastorais, TE NOMEAMOS e CONSTITUÍMOS, amado filho, DOM GABRIEL MENDES, como BISPO AUXILIAR DA DIOCESE DE ROMA, conferindo-lhe todos os direitos e deveres inerentes ao ofício, segundo as normas do Direito Canônico e da disciplina da Santa Igreja.

    Exortamos, de modo particular, a compreender que os três pilares do múnus episcopal que são de ensinar, santificar e governar,  não são uma simples função administrativa, mas participação real na missão apostólica. Este múnus requer progressivo amadurecimento humano, espiritual e pastoral. Se até agora seu caminho revelou generosidade e disponibilidade, espera-se que, nesta nova etapa, consolide prudência nas decisões, estabilidade interior diante das pressões e maior profundidade no discernimento eclesial.

    O amadurecimento não é sinal de fraqueza anterior, mas reconhecimento humilde de que o Pastor se forma no exercício fiel da missão. Como recorda São Gregório Magno no Regula Pastoralis, aquele que governa almas deve primeiro ordenar a si mesmo, para que a condução dos outros não seja comprometida por instabilidade interior. A autoridade episcopal adquire credibilidade quando se harmonizam convicção doutrinal, equilíbrio humano e caridade pastoral.

    Na Diocese de Roma, onde cada gesto possui especial significado e repercussão, exortamos Dom Gabriel Mendes a viver com consciência elevada do encargo recebido, cultivando espírito de comunhão, fidelidade ao Magistério e constante formação interior. Que saiba aprender com a experiência, escutar com humildade e agir com responsabilidade madura.

    Que o Espírito Santo, que constitui os Bispos para apascentar a Igreja de Deus (cf. At 20,28), o conduza a um exercício cada vez mais pleno e responsável do ministério, fazendo de sua vida um sinal visível de crescimento na graça e na missão. Confiamos vosso episcopado à intercessão gloriosa dos santos Apóstolos Pedro e Paulo, colunas da Igreja, para que vos fortaleçam com sua coragem apostólica e à maternal proteção da Bem-aventurada Virgem Maria, Salus Populi Romani, cuja ternura acompanha esta Cidade desde seus primórdios cristãos, para que Ela vos cubra com seu manto, vos guie nas incertezas e vos conduza sempre ao Coração do seu Filho.

Dado e Passado em Roma, no vigésimo sexto dia do mês de fevereiro do ano de 2026, primeiro de nosso pontificado.

 Innocentivs Pp. II
Pontifex Maximvs
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