Bula de Nomeação Episcopal | Bispo Diocesano de Paris

   

 INNOCENTIVS, EPISCOPVS
SERVVS SERVORVM DEI

AD PERPETVAM REI MEMORIAM

BULA DE NOMEAÇÃO EPISCOPAL
BISPO DIOCESANO DE PARIS

Ao diletíssimo filho, Dom Lucas Tristan, até aqui, Arcebispo Metropolitano de Mariana, eleito Bispo Diocesano da Diocese de Paris, saúde e bênção apostólica.


    Porque é necessário que o bispo seja irrepreensível, como mordomo da casa de Deus, não soberbo, nem iracundo, nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância. (Tt 1,7). Desde os tempos apostólicos, a Igreja reconhece no ministério episcopal não apenas uma honra, mas uma responsabilidade grave e santa, pois aquele que é constituído sucessor dos Apóstolos torna-se princípio visível de unidade, mestre autêntico da fé e pastor próprio da porção do Povo de Deus que lhe é confiada.

    A Diocese não é mera circunscrição administrativa, mas, como ensina o Concílio Vaticano II, “Diocese é a porção do Povo de Deus, que se confia a um Bispo para que a apascente com a colaboração do presbitério, de tal modo que, unida ao seu pastor e reunida por ele no Espírito Santo por meio do Evangelho e da Eucaristia, constitui uma Igreja particular, na qual está e opera a Igreja de Cristo, una, santa, católica e apostólica.” (Christus Dominus, 11). Nela, o Bispo exerce, em nome de Cristo, o tríplice múnus de ensinar, santificar e governar, tornando presente o cuidado do Bom Pastor.

    Tendo considerado com atenção a vacância da Sé de Paris e ponderado as necessidades pastorais desta Igreja particular, de história venerável e missão singular no coração da Europa, voltamos nosso olhar ao amado filho Dom Lucas Tristan, que até então serviu como Arcebispo Metropolitano de Mariana. Confiamos que, na nova missão que ora lhe é confiada, manifeste prudência no pastoreio, fidelidade íntegra à doutrina da Igreja e reta capacidade de governo, exercendo o ministério com maturidade espiritual e firmeza apostólica, conforme exige a responsabilidade que lhe é atribuída.

    O Diretório para o Ministério Pastoral dos Bispos, “Múnus Episcopale”, promulgado pela Congregação para os Bispos, recorda que “o Bispo tem o dever de ensinar, santificar e apascentar o povo de Deus pertencente à diocese que lhe foi confiada” (n. 22). Deve anunciar o Evangelho com clareza, promover a santidade do clero, dos religiosos e dos leigos segundo a vocação de cada um, ser exemplo de caridade, humildade e simplicidade de vida, fomentar as vocações sacerdotais e missionárias e exercer vigilante cuidado pastoral, conhecendo as necessidades do seu povo e abraçando com especial caridade os sacerdotes, “filhos e amigos”, sustentando-os com confiança e proximidade.

    Também São João Paulo II ensinou que o Bispo é “o princípio visível e fundamento da unidade na Igreja particular” (Pastores Gregis, 43), e São Gregório Magno advertia que “o pastor deve ser próximo de todos pela compaixão e elevado pela contemplação” (Regula Pastoralis, II, 5). Tais palavras delineiam a postura que se espera daquele que assume uma Sé histórica como Paris, que possua autoridade firme, mas jamais autoritarismo, governo prudente, mas sempre enraizado na caridade,  clareza doutrinal, mas sempre acompanhada de paciência pastoral e firmeza.

    Por isso, após ouvir o parecer do Dicastério para os Bispos e reconhecer vossas qualidades humanas, espirituais e pastorais, TE NOMEAMOS e CONSTITUÍMOS, amado filho, DOM LUCAS TRISTAN, como BISPO DIOCESANO DE PARIS, conferindo-lhe todos os direitos e deveres inerentes ao ofício episcopal segundo o Código de Direito Canônico e a disciplina da Santa Igreja.

    Exortamo-vos a exercer esta missão com consciência plena da autoridade que recebestes, recordando que tal autoridade provém de Cristo e deve ser exercida como serviço. Ensine com fidelidade a doutrina da fé católica, santificai por meio da digna celebração dos sacramentos, governai com prudência, promovendo a comunhão e fortalecendo o ardor missionário. Sede vigilante sobre vós mesmo e sobre o rebanho inteiro, cuidando da formação permanente do clero, incentivando as vocações e sustentando os fiéis no testemunho público da fé.

    Que vossa presença em Paris seja sinal de estabilidade, clareza e renovação espiritual. Que saibais unir tradição e zelo missionário, preservando o patrimônio litúrgico e espiritual desta Igreja e promovendo uma evangelização capaz de dialogar com o mundo contemporâneo sem diluir a verdade do Evangelho.

    Confiamos vosso ministério à intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, venerada sob tantos títulos na França, e de Santa Genoveva, padroeira desta diocese, para que vos sustentem na coragem apostólica e na perseverança pastoral.

Dado e Passado em Roma, no vigésimo quarto dia do mês de fevereiro do ano de 2026, primeiro de nosso pontificado.

 Innocentivs Pp. II
Pontifex Maximvs
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