IOANNES PAULUS, EPISCOPUS
SERVUS SERVORUM DEI
PRIMAS ITALIÆ ET ARCHIEPISCOPUS
PROVINCIÆ ROMANÆ METROPOLITANUM
DOMINUS STATUS VATICANÆ CIVITATIS
PATRIARCHA OCCIDENTIS
AD PERPETUAM REI MEMORIAM
A todos os que lerem estas letras apostólicas, saúde e benção apostólica.
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ADMOESTAÇÃO APOSTÓLICA
"TUTELA INNOCENTIUM"
PELA QUAL SE REPUDIA A SITUAÇÃO NA ILHA DE MARAJÓ
A proteção dos inocentes Tutela Innocentium deve ser uma das principais missões de nossa Santa Madre Igreja nas muitas situações que a rodeiam, o próprio filho de Deus nos adverte que: "Mas, se alguém fizer cair em pecado um destes pequenos que creem em mim, melhor fora que lhe atassem ao pescoço a mó de um moinho e o lançassem no fundo do mar." (cf. Mt 18,6) este versículo das Sagradas Escrituras já resume essa missão, pois nos alerta que devemos como bons cristãos "proteger e respeitar as crianças, pois são joias de Deus" - Santa Madre Teresa de Calcutá, e jamais faze-las cair no vício do erro e do pecado, sobretudo pela falta de caridade humana que visa explorar prazeres num tão inocente ser e virtuoso, como as crianças.
Embora inacreditável essa situação, em plena época Quaresmal onde devemos velar pela caridade, esmola e oração, a situação que se apresenta é insustentável e sem fundamento algum cristão. Pelo contrario é uma agressão ao próprio Cristo! Além de ser inaceitável nas leis de Deus é um ato criminoso e ignominioso nas leis dos homens.
Ademais, já adverte-nos São João Bosco, "in verbis": "Quem maltrata uma criança, abusa da confiança de Deus, porque Ele o entregou aos seus cuidados para que a proteja"
Desse modo, o que vem ocorrendo é sem dúvidas uma crueldade sem precedentes, aos pequenos inocentes que habitam a ilha de Marajó no Pará. A Igreja precisa com urgência, reprimir os atos desses turistas criminosos que como já dito, buscam explorar sexualmente as crianças, e usa-las como objetos ignorando totalmente Cristo, que habita no coração dos pequenos e o propósito da Quaresma, fazendo-as cair num abismo fundo e sombrio, quando somos chamados a proteger esses inocentes, a "demonstrar nosso amor por elas não com palavras, mas com caridade, obras e a verdade" - São Gregório Magno que devem sem dúvidas prevalecer nessas situações de escândalos.
Tal tenebrosa situação remonta a parábola do Bom samaritano, em que narra à história de um homem que fora assaltado por ladrões e desovado na estrada de Jericó; muitos passaram, inclusive um sacerdote e um levita, e ninguém lhe prestou auxílio, o deixaram ferido, com fome, com sede, sem vestimentas, na estrada para que, com sorte, achasse alguém que tivesse misericórdia dele. Desse modo, aparece a figura do Samaritano que passava naquele local e viu o moribundo e, ''aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho; colocou-o sobre a sua própria montaria e levou-o a uma hospedaria e tratou dele'' (cf. Lc 10, 34). Do mesmo modo deve ser a Igreja com seus filhos, remontando que mesmo com esses infelizes criminosos que ignoram a situações dos pequenos devemos orar por elas para que encontrem a Cristo representado pelas boas pessoas.
Por conseguinte, como nosso diuturno e labor apostólico exige REPROVAMOS totalmente a situação na Ilha de Marajó, e lamentamos pelas crianças que foram usadas como objetos pelos criminosos. Esperamos que os mesmos possam se arrepender de seus pecados e romperem as correntes do Demônio, afim de que sejam libertos de tais atos inadmissíveis.
Roguemos a nossa Senhora Auxiliadora a proteção de todas as setas do maligno, e confiemos na ação dos santos arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael em extirpar de toda a Igreja qualquer ato ou prova contra a fé da Igreja: una, santa, católica e apostólica. Que o bom Deus possa nos conceder, sobretudo, uma Igreja misericordiosa e aberta à graça do Espírito Santo.
Dado e Passado em Roma, Junto a São Pedro, sobre o anel do pescador ao vigésimo segundo dia do mês de fevereiro do ano da Graça do Senhor de dois mil e vinte e quatro, primeiro de nosso Pontificado.

