Diretório Litúrgico para o Tempo Pascal | Dicastério para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos


D I C A S T E R I U M   D E   C U L T U   D I V I N O   E T   
D I S C I P L I N A   S A C R A M E N T O R U M

DIRETÓRIO LITÚRGICO PARA O TEMPO PASCAL

O Tempo Pascal é o tempo litúrgico por excelência da alegria cristã. Durante cinquenta dias, celebramos a vitória de Cristo sobre a morte, a presença do Ressuscitado entre nós e a força do Espírito Santo. É tempo de esperança e missão, de renovação e testemunho da fé.

1. A Mãe Igreja celebra tradicionalmente o Tempo Pascal se iniciando no dia da Páscoa do Senhor, dia 5 de abril até o Domingo de Pentecostes, dia 24 de maio.

Oitava da Páscoa

2. Os dias da Segunda-Feira seguinte ao Domingo da Páscoa na Ressurreição do Senhor até o II Domingo da Páscoa, segundo o Catecismo da Igreja Católica (CIC 1168-1169) a Oitava é um tempo contínuo da celebração do mistério pascal. "Os oito primeiros dias do Tempo Pascal formam a Oitava da Páscoa e são celebrados como solenidades do Senhor."

3. Nas missas deste período cante-se o Hino de Louvor.

4. Utiliza-se o Prefácio da Páscoa I, com a menção "Neste dia".

5. Quando se usa o Cânon Romano, dizem-se o "Em Comunhão e o Aceitai, ó Pai próprios". Ao usar-se a Oração Eucarística II, utiliza-se o "Lembrai-vos, ó Pai da vossa Igreja próprio".

6. Utilize-se a despedida "aleluia, aleluia".

Tempo Pascal

7. Os cinquenta dias entre o domingo da Ressurreição e o domingo de Pentecostes sejam celebrados com alegria e exultação, como se fossem um só dia de festa, ou melhor, "como um grande domingo"."

8. É principalmente nesses dias que se canta o Aleluia.

9. O Círio Pascal é um dos grande símbolos deste tempo. De preferência alocado ao lado do ambão da palavra, senão, em lugar de destaque no presbitério. Acende-se o Círio em todas as celebrações solenes deste tempo.

10. Os domingos deste tempo sejam tidos como domingos da Páscoa e, depois do domingo da Ressurreição, sejam chamados de 2°, 3º, 4º, 5º e 6º domingos da Páscoa. O domingo de Pentecostes encerra este tempo sagrado de cinquenta dias.

11. Os domingos da Páscoa possuem caráter solene e em nenhuma hipótese devem ceder lugar à celebração dos santos, celebrações de formulários votivos e pelas diversas necessidades ou de liturgias do Pontifical Romano. Ao celebrar-se ordenações nos domingos, tome-se as orações do formulário e leituras do dia segundo o lecionário dominical.

12. Os dias feriais da Páscoa possuem caráter festivo, porém devem ceder lugar às celebrações das festas dos apóstolos e das memórias obrigatórias.

13. Em nossa realidade virtual manteremos o calendário brasileiro para celebração geral, devendo celebrar a Solenidade da Ascensão no domingo, dia 17 de maio com sua missa de Vigília no sábado, dia 16 de maio. Siga-se esta data também em Roma e nos países estrangeiros, ao invés da quinta-feira da VI Semana da Páscoa, dia tradicional da solenidade.

Domingo de Pentecostes

14. O Domingo de Pentecostes conclui o Tempo Pascal.

15. No dia precedente, dia 23 de maio, pode-se celebrar a partir das I Vésperas, a Vígilia de Pentecostes. A escolha do presidente, celebre-se a Vígilia em forma prolongada, com todas as leituras e orações prescristas em nosso Semanário, ou forma simples.

16. Na missa do dia, 24 de maio, utiliza-se o formulário próprio. Sugere-se no lugar do Ato Penitencial, que se faça o Rito de Aspersão.

17. Quando se usa o Cânon Romano, dizem-se o "Em Comunhão próprio". Ao usar-se a Oração Eucarística II, utiliza-se o "Lembrai-vos, ó Pai da vossa Igreja próprio".

18. Ao término da última missa, apaga-se o Círio Pascal. Convém guardá-lo no batistério, em lugar de honra. Nas celebrações do Batismo, ele será aceso e dele se acendem as velas dos batizados.

Conclusão

Jesus Cristo, nosso Senhor, é o Cordeiro de Deus ressuscitado, que vive para sempre e nos comunica a vida nova. Celebramos com alegria o Tempo Pascal, certos de que Ele venceu a morte e permanece conosco. Que as experiências vividas em nossas celebrações, também no ambiente virtual, sejam oportunidade de aprofundar nossa comunhão com o Ressuscitado e testemunhar sua presença em nossas realidades. Renovados pelo espírito da Páscoa, sigamos buscando transformar nosso ser à luz do Cristo vivo, razão de nossa esperança e da nossa vida.

Dado e passado em Roma, na sede do Dicastério para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, aos cinco dias do mês de abril do ano de dois mil e vinte e seis, Domingo da Páscoa na Ressureição do Senhor.

In Christo Iesus,
✠ Victor Gabriel Cardeal Santos
Prefeito
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