Intenção:
Rezemos para que os doentes na fase terminal das suas vidas, e as suas famílias, recebam sempre os cuidados e o acompanhamento necessários, tanto do ponto de vista médico como humano.
Reflexão:
Neste mês, em que celebramos o Dia Mundial do Doente, somos convidados a rezar pelos doentes terminais e seus cuidadores. Nem tudo se pode curar, mas tudo se pode tratar. E de tratamento – que tem lugar a diferentes níveis: físico, psicológico e espiritual – não precisam apenas os doentes terminais, mas também as famílias que cuidam deles. As instituições não devem abandoná-las e a Igreja não deve deixá-las sozinhas.
A doença terminal refere-se a uma condição médica que não pode ser curada. Os cuidados físicos e espirituais são importantes para os enfermos, principalmente no momento difícil de doença terminal.
As famílias dos doentes não devem ser negligenciadas. Também elas sofrem profundamente com a doença dos seus entes queridos e partilham quase todos os aspetos desta provação aguda. Por isso, precisam igualmente de cuidados corporais e espirituais.
O Papa Francisco salienta a importância do cuidado e do acompanhamento de proximidade aos doentes terminais, assinalando a necessidade de «acompanhar com proximidade» os doentes terminais e as suas famílias e a importância dos cuidados paliativos para atingir esse objetivo.
O Bom Samaritano, de facto, «não só se faz próximo, mas cuida do homem que encontra quase morto ao lado da estrada». Assim, Cristo convida-nos a confiar na sua invisível graça e impele à generosidade baseada na caridade sobrenatural, identificando-se com cada doente: «Sempre que fizestes isto a um só desses meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes» (Mt 25, 40).
Oração:
Senhor Jesus, que com a parábola do Bom Samaritano nos ensinaste a tomar conta e a cuidar de quem sofre, faz com que, quando se percam os valores autênticos, os deveres de solidariedade e fraternidade humana e cristã, e a vida seja valorizada somente pela sua eficiência e utilidade até ao ponto de serem consideradas como descartáveis ou indignas as vidas que não se ajustam a este critério, nós saibamos reconhecer sempre o valor intangível da vida humana e a sua dignidade em qualquer situação, até mesmo na sua precariedade e fragilidade. Converte o olhar do nosso coração, para que nele nunca falte a compaixão e aprendamos a comover-nos, a olhar e a envolver-nos com o que observamos, a deter-nos e a ocupar-nos do que acontece, sem passar ao lado. Pedimos-te que os doentes terminais sejam sempre acompanhados com um apoio médico, psicológico e espiritual qualificado, e tenham sempre perto de si alguém que os olhe nos olhos, que lhes aperte a mão, que lhes manifeste a sua ternura e cuide deles, para que, confortados pela proximidade dos seus entes queridos, possam viver com dignidade a fase final da sua vida terrena. AMÉM.
Desafios:
ACOMPANHAR - Que gesto podes fazer para acompanhar, com a tua presença ou com a tua oração, algum doente que se prepara para partir?
“À volta da pessoa doente é preciso criar uma verdadeira plataforma humana de relações que, ao mesmo tempo que fomentam a atenção médica, se abram à esperança, especialmente nas situações limite em que a dor física vai acompanhada por desamparo emotivo e angústia espiritual”. (Papa Francisco)
CUIDAR DA FRAGILIDADE - Pede a Jesus o seu coração compassivo e manifesta a tua ternura a quem precise.
“Quando a doença bate à porta da nossa vida, desperta em nós a necessidade de ter perto alguém que nos olhe nos olhos, que nos dê a mão, que manifeste a sua ternura e cuide de nós, como o Bom Samaritano da parábola evangélica”. (Papa Francisco)
ACOLHER A VULNERABILIDADE - Não passes ao lado, envolve-te com o que necessita do teu acolhimento e da tua consolação.
“Quem tem um coração compassivo comove-se e envolve-se, detém-se e ocupa-se do que acontece”. (Papa Francisco)
ESTAR PRESENTE E DISPONÍVEL - Pensa como podes envolver-te com alguma situação de cuidados para doentes terminais.
“Penso em como funcionam bem as unidades de cuidados paliativos, onde os doentes terminais são acompanhados com um apoio médico, psicológico e espiritual qualificado, para que possam viver com dignidade, confortados pela proximidade dos seus entes queridos” … (Papa Francisco)
ABRIRMO-NOS À ESPERANÇA - Sê tu mesmo uma centelha de esperança para quem sofre.
“Santa Teresa de Calcutá, que viveu o estilo da proximidade e do partilhar, preservando até ao final o reconhecimento e o respeito da dignidade humana e tornando mais humano o morrer, dizia: «Quem, no caminho da vida, acendeu nem que seja somente uma luz na hora escura de alguém, não viveu em vão»”. (Papa Francisco)
Dado e Passado na Sede da Rede Mundial da Oração do Papa, ao primeiro dia do mês de fevereiro do ano da Graça do Senhor de 2024.

