Após os ritos iniciais, o narrador nomeado para a celebração, desloca-se ao ambao e faz uma introdução à celebração.
Nar: Caríssimos Irmãos, reunimo-nos hoje nesta noite para meditar, o caminho da Cruz. Os Passos da dor, do Sofrimento, da Entrega e da Vitória de Nosso Senhor Jesus. Palavras orantes da serva de Deus, irmã Lúcia de Jesus, podem ajudar-nos a assumir o silêncio interior, o silêncio do coração que se abre à contemplação. Assim cumpriremos a Via Sacra de modo proveitoso e fecundo, porque permitiremos, que o caminho da Cruz, se cumpra no coração de cada um. A experiência silenciosa da contemplação dos passos do amor que meditaremos, soarão no nosso íntimo, e conduzir-nos-ão a uma consciência mais profunda do valor que temos para Deus, de quanto Deus nos ama, como manifestou na Paixão e Morte do seu filho.
Após as palavras do narrador, o presidente da celebração inicia a oração cantando:
Pres: Oremos.
Senhor Nosso Deus, que pela Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, destruis-te a morte, herança do antigo pecado transmitida a todo o género humano, fazei que renovados à imagem do Vosso Filho, assim como pela nossa natureza levamos a imagem do homem terrestre, levemos também pela vossa graça, a imagem do homem celeste.
Ele que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Ass: Amen.
Após a oração, prepara-se então a Procissão e inicia-se a meditação da Primeira Estação.
1.º ESTAÇÃO: Jesus é condenado à Morte.
V. Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus!
R. Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.
Aqui, um Diácono dirige-se ao Ambao e lê o Evangelho.
Diac: «Pilatos disse-Lhe: «A mim não me falas? Não sabes que eu tenho o poder para Te soltar e também para Te crucificar?» Jesus respondeu: «Tu não terias poder algum sobre Mim, se não te fosse dado do alto. Por isso, quem Me entregou a ti tem maior pecado». Desde este momento, Pilatos procurava soltá-Lo. Porém, os judeus gritavam: «Se soltas Este, não és amigo de César, porque todo aquele que se faz Rei, declara-se contra César». Pilatos, tendo ouvido estas palavras, conduziu Jesus para fora e sentou-se no seu tribunal, no lugar chamado Litóstrotos, em hebraico Gábata. Era o dia da Preparação da Páscoa, cerca da hora sexta. Pilatos disse aos judeus: “Eis o vosso Rei!” Mas eles gritaram: “Tira-O, tira-O, crucifica-O”! Pilatos disse-lhes: “Hei de crucificar o vosso Rei?”. Os pontífices responderam: “Não temos outro rei senão César”. Então entregou-Lho para que fosse crucificado.»
Nar: A condenação, que se torna agora pública, tinha sido antes concebida no segredo. Ao mesmo tempo que o coração do Mestre inventava gestos de amor criativo, o coração do traidor dava lugar ao ódio e à rejeição, como nos relata o evangelista João: «Jesus, que amara os seus que estavam no mundo, levou o seu amor por eles até ao extremo. O diabo já tinha metido no coração de Judas, f ilho de Simão Iscariotes, a decisão de o entregar».
Pres: Deus de ternura e de misericórdia que amais o inimigo, que pondes amor onde reina a maldade, ensinai-nos a colaborar convosco acolhendo o vosso perdão e sabendo perdoar aos outros.
Terminado, o coro inicia um cântico. Após o término do mesmo, o sacerdote responsável, pega a cruz, e insere-se na frente da procissão ladeado por duas a quatro velas. Tendo a procissão formada, o coro inicia um segundo cântico, onde se inicia o cortejo calmamente até à outra estação. Ao chegar a cada nova estação, o presidente dirige-se com o diácono ao ambao preparado.
2.º ESTAÇÃO: Jesus toma a sua cruz.
V. Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus!
R. Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.
Aqui, um Diácono dirige-se ao Ambao e lê o Evangelho.
Diac: «Pilatos, querendo satisfazer o povo, soltou-lhes Barrabás. Depois de fazer açoitar Jesus, entregou-O para ser crucificado. Os soldados conduziram-No ao interior do átrio, isto é, o Pretório, e ali juntaram toda a corte. Revestiram-No de púrpura e cingiram-Lhe a cabeça com uma coroa entretecida de espinhos. E começaram a saudá-Lo: «Salve, Rei dos Judeus!» E davam-Lhe na cabeça com uma cana, cuspiam-Lhe no rosto, e, pondo-se de joelhos, faziam-Lhe reverências. Depois de O terem escarnecido, despojaram-No da púrpura, vestiram-Lhe os Seus vestidos e levaram-No para O crucificar.»
Nar: Nossa Senhora em agosto de 1917 recomendou aos pastorinhos: «Rezai muito e fazei sacrifícios pelos pecadores». O seu cuidado materno impele-nos a tornarmos atual a oferta de Jesus por todos, tomando cada um a sua cruz e a uni-la à de Jesus. Assumir os sofrimentos e dificuldades próprios da vida e ajudar a suavizar a cruz de quem está ao nosso lado é uma forma simples e concreta de seguirmos Jesus no dia a dia.
Pres: Senhor, ajudai-me a assumir o lado custoso da vida com coragem e generosidade; que eu não a torne mais pesada só com lamentos e mágoas. Dai-me a graça de levar a minha cruz, assumida livremente, como dom de mim e oferta de amor.
Terminado, o coro inicia um cântico. Após o término do mesmo, o coro inicia um segundo cântico, onde se inicia o cortejo calmamente até à outra estação. Ao chegar a cada nova estação, o presidente dirige-se com o diácono e o narrador ao ambao preparado.
3.º ESTAÇÃO: Jesus cai pela primeira vez
V. Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus!
R. Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.
Aqui, um Diácono dirige-se ao Ambao e lê o Evangelho.
Diac: «Era desprezado, era a escória da humanidade, homem das dores, experimentado nos sofrimentos; como aqueles, diante dos quais se cobre o rosto, era amaldiçoado e não fazíamos caso dele. Em verdade, ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e carregou os nossos sofrimentos: e nós o reputávamos como um castigado, ferido por Deus e humilhado. Mas ele foi castigado pelos nossos crimes, e esmagado pelas nossas iniquidades; o castigo que nos salva pesou sobre; fomos curados graças às suas chagas. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, seguíamos cada qual o nosso caminho; o Senhor fazia recair sobre ele o castigo das faltas de todos nós. »
Nar: Igual a nós em tudo, exceto no pecado, Jesus é «na verdade Deus escondido, o Deus de Israel, o salvador!». Ele que oferece a liberdade aos cativos, que liberta os oprimidos, que dá a vista aos cegos, submete-se a si próprio à humilhação da fraqueza. A nada se poupa para demonstrar o seu amor fiel e que a sua palavra merece a nossa fé.
Pres: Jesus, Vós que aceitais cair por amor de mim, ajudai-me a aceitar com humildade as minhas quedas e a contribuir para elevar os outros e não para os derrubar.
Terminado, o coro inicia um cântico. Após o término do mesmo, o coro inicia um segundo cântico, onde se inicia o cortejo calmamente até à outra estação. Ao chegar a cada nova estação, o presidente dirige-se com o diácono e o narrador ao ambao preparado.
4.º ESTAÇÃO: Jesus encontra sua mãe.
V. Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus!
R. Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.
Aqui, um Diácono dirige-se ao Ambao e lê o Evangelho.
Diac: «Simeão abençoou-os e disse a Maria, Sua mãe: «Eis que este Menino está posto para ruína e ressurreição de muitos em Israel e para ser sinal de contradição. E uma espada trespassará a tua alma. Assim se descobrirão os pensamentos escondidos nos corações de muitos». (...) Sua mãe conservava todas estas coisas no seu coração.»
Nar: Maria comunga com Jesus, mais do que ninguém. Ela conhece o sentido da sua vida e o sentido que Ele dá à sua cruz. Ela, que participou desde o início na vida e missão de Jesus, também está presente no caminho do Calvário, sofrendo com Ele e amando com Ele.
Pres: Unamo-nos também a Maria, pedindo-lhe que coloque no nosso coração os sentimentos de Jesus, cantando a Salve Rainha.
Terminado, o coro inicia um cântico. Após o término do mesmo, o coro inicia um segundo cântico, onde se inicia o cortejo calmamente até à outra estação. Ao chegar a cada nova estação, o presidente dirige-se com o diácono e o narrador ao ambao preparado.
5.º ESTAÇÃO: Jesus é ajudado pelo cireneu.
V. Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus!
R. Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.
Aqui, um Diácono dirige-se ao Ambao e lê o Evangelho.
Diac: «Obrigaram um certo homem que ia a passar, Simão de Cirene, que vinha do campo, pai de Alexandre e de Rufo, a levar a cruz. Conduziram-No ao lugar do Gólgota, que quer dizer lugar do Crânio.»
Nar: Nos caminhos da vida, lugar das nossas “vias-sacras”, Jesus é o nosso principal Cireneu. Consagrados pelo batismo, somos ungidos pelo Espírito Santo e assumimos a nossa vida como caminho de santidade. No caminho específico da nossa vocação, na família ou na comunidade cristã, encontramos sempre ocasião de sermos cireneus uns dos outros.
Pres: Ajudai-nos, Senhor, a aliviar a cruz dos mais próximos; não permitais que andemos distraídos das cruzes dos nossos irmãos e irmãs na fé ou dos membros da nossa família.
Terminado, o coro inicia um cântico. Após o término do mesmo, o coro inicia um segundo cântico, onde se inicia o cortejo calmamente até à outra estação. Ao chegar a cada nova estação, o presidente dirige-se com o diácono e o narrador ao ambao preparado.
6.º ESTAÇÃO: Verónica limpa o rosto a Jesus.
V. Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus!
R. Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.
Aqui, um Diácono dirige-se ao Ambao e lê o Evangelho.
Diac: «Fala-vos o meu coração, a minha face vos procura; a vossa face ó Senhor, eu a procuro. Não escondais de mim o vosso rosto, não afasteis com ira o vosso servo. Vós sois o meu amparo, não me rejeiteis nem me abandoneis, ó Deus, meu Salvador.»
Nar: O individualismo, muitas vezes provocado pelos nossos medos e inseguranças, fecha-nos em nós. Deste modo, a outra pessoa pode tornar-se incómoda ou rival, em vez de ser reconhecida e estimada como igual, companheira de caminho, motivo de dedicação e de apreço.
Pres: Senhor, ensinai-me a reconhecer o dom que a outra pessoa é em si mesma, em vez de a valorizar apenas por aquilo que é para mim. Tornai-me capaz de amar, à imagem da Santíssima Trindade, onde cada Pessoa é dom gratuito para a outra e recebe da outra esse mesmo dom gratuito, gerando, desse modo, à nossa volta, um ambiente de amor, que circula e dá vida.
Terminado, o coro inicia um cântico. Após o término do mesmo, o coro inicia um segundo cântico, onde se inicia o cortejo calmamente até à outra estação. Ao chegar a cada nova estação, o presidente dirige-se com o diácono e o narrador ao ambao preparado.
7.º ESTAÇÃO: Jesus cai pela segunda vez.
V. Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus!
R. Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.
Aqui, um Diácono dirige-se ao Ambao e lê o Evangelho.
Diac: «Cristo também sofreu por vós deixando-vos o exemplo, para que sigais as Suas pisadas. Ele que não cometeu pecado, «e em cuja boca não se encontrou a mentira»; quando O injuriavam, não injuriava, sofrendo, não ameaçava, mas entregava-Se ao Justo Juiz; foi Ele mesmo que levou os nossos pecados em Seu corpo, sobre o madeiro, a fim de que, mortos para o pecado, vivamos para a justiça: «por Suas chagas fostes curados.»
Nar: E quando reincidimos nos mesmos erros? E quando vemos alguém cair de novo ao nosso lado? Como reagimos? O que fazemos? Exigimos, julgamos, comentamos… Ou compreendemos e ajudamos?
Pres: Jesus, que Vos apresentais débil, a vossa fraqueza é evidente. Porque tenho tanta dificuldade em aceitar a minha e a das pessoas que vivem ao meu lado? Ensinai-me, Senhor, a lidar com as fraquezas.
Terminado, o coro inicia um cântico. Após o término do mesmo, o coro inicia um segundo cântico, onde se inicia o cortejo calmamente até à outra estação. Ao chegar a cada nova estação, o presidente dirige-se com o diácono e o narrador ao ambao preparado.
8.º ESTAÇÃO: Jesus encontra as mulheres de Jerusalém.
V. Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus!
R. Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.
Aqui, um Diácono dirige-se ao Ambao e lê o Evangelho.
Diac: «Seguia-O uma grande multidão de povo e de mulheres, que batiam no peito e O lamentavam. Porém Jesus, voltando-Se para elas, disse: «Filhas de Jerusalém, não choreis por Mim, mas chorai por vós mesmas e pelos vossos filhos. Porque eis que virá tempo em que se dirá: “Ditosas as estéreis e os seios que não geraram e os peitos que não amamentaram!”. Então começarão os homens a dizer aos montes: “Caí sobre nós” e às colinas: “Cobri-nos”. Porque, se isto se faz no lenho verde, que se fará no seco?»
Nar: Lamentar-se nunca foi maneira de resolver os problemas. Jesus reenvia as mulheres para a sua realidade, para cuidarem do que está ao seu alcance e delas depende: elas mesmas e os seus filhos. Neste mundo em que vivemos existem muitas coisas erradas: injustiças, negligências, corrupção… E eu, na minha vida concreta, faço para aumentar ou para combater esses males?
Pres: Jesus, ensinai-me a estar atento àquilo que me rodeia, a colocar o bem onde vejo o mal. Saiba eu agradecer em vez de me lamentar, saiba compreender em vez de julgar e perdoar em vez de condenar. Ajudai-me, Senhor, a assumir a minha responsabilidade na construção do bem comum.
Terminado, o coro inicia um cântico. Após o término do mesmo, o coro inicia um segundo cântico, onde se inicia o cortejo calmamente até à outra estação. Ao chegar a cada nova estação, o presidente dirige-se com o diácono e o narrador ao ambao preparado.
9.º ESTAÇÃO: Jesus cai pela terceira vez
V. Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus!
R. Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.
Aqui, um Diácono dirige-se ao Ambao e lê o Evangelho.
Diac: «É bom para o homem carregar o seu jugo na mocidade. Permaneça só e em silêncio, quando Deus lho determinar”. Leve a sua boca ao pó; haverá, talvez, esperança? Estenda a face a quem o fere, e se farte dos opróbrios! Porque o Senhor não repele para sempre. Após ter afligido, ele tem piedade, porque é grande a sua misericórdia.»
Nar: A tentação do desânimo pode bater-nos à porta. Ela resulta da experiência da nossa fragilidade e impotência e do autocentramento, por colocarmos a confiança em nós mesmos e não em Deus. Jesus, o santo de Deus, tornou-se solidário connosco até ao extremo, para que não hesitemos em buscar n’Ele a força da nossa esperança.
Pres: Senhor, que eu aprenda a humildade através das humilhações e me fixe em Vós, como Pedro, para me manter de pé. Perdoai-me pelas vezes em que tomo o meu sentir pela verdade e consinto na falta de confiança.
Terminado, o coro inicia um cântico. Após o término do mesmo, o coro inicia um segundo cântico, onde se inicia o cortejo calmamente até à outra estação. Ao chegar a cada nova estação, o presidente dirige-se com o diácono e o narrador ao ambao preparado.
10.º ESTAÇÃO: Jesus é despojado das suas vestes
V. Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus!
R. Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.
Aqui, um Diácono dirige-se ao Ambao e lê o Evangelho.
Diac: «Os soldados, depois de terem crucificado Jesus, tomaram as Suas vestes e fizeram delas quatro partes, uma para cada soldado. Tomaram também a túnica. A túnica não tinha costura, era toda tecida de alto a baixo. Disseram entre si: Não a rasguemos, mas lancemos sortes sobre ela, para ver a quem tocará; para que se cumprisse deste modo a Escritura, que diz: «Repartiram entre si as Minhas vestes e lançaram sortes sobre a Minha Túnica». Os soldados assim fizeram.”»
Nar: Desde o Seu nascimento até à morte, Cristo enriquece-nos com a sua pobreza. Ele despojou-Se e nós somos revestidos da dignidade de Filhos de Deus. Pelo batismo, revestidos de Cristo, somos novas criaturas, não pelos bens que a sorte nos trouxe, mas pela fé que nos faz participar da sua vida divina e gozar da intimidade com Deus.
Pres: Senhor Jesus, fonte de vida e de amor, colocai no meu coração o desejo de vos dar tudo, o desejo e a capacidade de me dar e de nada reclamar para mim.
Terminado, o coro inicia um cântico. Após o término do mesmo, o coro inicia um segundo cântico, onde se inicia o cortejo calmamente até à outra estação. Ao chegar a cada nova estação, o presidente dirige-se com o diácono e o narrador ao ambao preparado.
11.º ESTAÇÃO: Jesus é cravado na cruz.
V. Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus!
R. Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.
Aqui, um Diácono dirige-se ao Ambao e lê o Evangelho.
Diac: «Quando chegaram ao lugar que se chama Calvário, ali O crucificaram a Ele e aos ladrões, um à direita e outro à esquerda. Jesus dizia: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.»
Nar: O perdão recebido conduz à conversão. A conversão consiste em fixar o nosso olhar em Cristo, reconhecer com profunda gratidão o seu amor que nos salva e orientar a nossa vida para Ele, isto é, tomar a sua palavra e o seu exemplo como referência das nossas opções, das nossas atitudes, dos nossos comportamentos.
Pres: Senhor, diante da vossa cruz, mostrai-me o que devo mudar para que a minha vida seja mais conforme ao vosso estilo e defenda os interesses do vosso Reino, mais do que os pequenos interesses individuais ou do grupo a que pertenço.
Terminado, o coro inicia um cântico. Após o término do mesmo, o coro inicia um segundo cântico, onde se inicia o cortejo calmamente até à outra estação. Ao chegar a cada nova estação, o presidente dirige-se com o diácono e o narrador ao ambao preparado.
12.º ESTAÇÃO: Jesus morre na cruz.
V. Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus!
R. Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.
Aqui, um Diácono dirige-se ao Ambao e lê o Evangelho.
Diac: «Em seguida, sabendo Jesus que tudo estava consumado, para se cumprir a Escritura, disse: «Tenho sede». Havia ali um vaso cheio de vinagre. Então, os soldados, ensopando no vinagre uma esponja e atando-a a uma cana de hissopo, chegaram-Lha à boca. Jesus tendo tomado o vinagre, disse: «Tudo está consumado!». Depois, inclinando a cabeça, entregou o espírito.»
Pres: Contemplemos, em silêncio, o amor que por nós se oferece até ao fim. Em silêncio, adoremo-Lo.
Terminado, o coro inicia um cântico. Após o término do mesmo, o coro inicia um segundo cântico, onde se inicia o cortejo calmamente até à outra estação. Ao chegar a cada nova estação, o presidente dirige-se com o diácono e o narrador ao ambao preparado.
13.º ESTAÇÃO: Jesus é retirado da cruz.
V. Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus!
R. Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.
Aqui, um Diácono dirige-se ao Ambao e lê o Evangelho.
Diac: «Foram, pois, os soldados e quebraram as pernas ao primeiro e ao outro com quem Ele havia sido crucificado. Mas, quando chegaram a Jesus, vendo que já estava morto, não Lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados trespassou-Lhe o lado com uma lança e imediatamente saiu sangue e água. Quem foi testemunha deste facto o atesta, para que também vós acrediteis. (…) Depois disto, José de Arimateia, que era discípulo de Jesus, ainda que oculto por medo dos judeus, pediu a Pilatos que lhe deixasse levar o corpo de Jesus. Pilatos permitiu-o. Foi, pois, e tomou o corpo de Jesus.»
Nar: Os verdadeiros amigos revelam-se nos momentos difíceis, quando já não há nada para retribuir. É assim que somos chamados a amar os nossos amigos, com um amor gratuito e generoso. Mas, como é difícil?! É muito mais espontâneo dar para que me dês, ou dar-te porque me dás. Mas isso não basta, o cristão dá um passo mais: dou-te porque tu és digno do meu carinho, da minha atenção.
Pres: Senhor, formai os meus afetos, para que construa amizades baseadas na gratuidade, no amor sincero e não no interesse; amizades que permaneçam, mesmo quando chega a prova do silêncio, da ausência ou da separação.
Terminado, o coro inicia um cântico. Após o término do mesmo, o coro inicia um segundo cântico, onde se inicia o cortejo calmamente até à outra estação. Ao chegar a cada nova estação, o presidente dirige-se com o diácono e o narrador ao ambao preparado.
14.º ESTAÇÃO: Jesus é depositado no sepulcro.
V. Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus!
R. Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.
Aqui, um Diácono dirige-se ao Ambao e lê o Evangelho.
Diac: «José, tomando o corpo de Jesus, envolveu-O num lençol limpo, e depositou-O no seu sepulcro novo, que tinha mandado abrir numa rocha. Depois rolou uma grande pedra para diante da boca do sepulcro, e retirou-se. Maria Madalena e a outra Maria estavam lá, sentadas diante do sepulcro.»
Nar: O silêncio da morte é o lugar onde a esperança se acende. Deus está presente mesmo quando tudo parece perdido. É necessário passar pela experiência do nada, para se poder receber o TUDO que Deus É.
Pres: Senhor, ensinai-me a esperar. Não permitais que a minha esperança se reduza ao espaço do já conhecido da minha experiência, mas fazei que se abra, pela fé-confiança, às dimensões infinitas da vossa Ressurreição.
Pres: Rezemos, pelas intenções do Santo Padre, por toda a Igreja e por toda a humanidade, pelo qual o nosso redentor se entregou à morte.
Pai Nosso que estais nos Céus, santificado seja o vosso Nome, venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa vontade assim na terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do Mal.
Avé Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte. Ámen
V. Gloria ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Como era no princípio, agora e sempre. Amen
Após a bênção, o narrador nomeado para a celebração, desloca-se ao ambao e dá umas últimas palavras.
Nar: Voltemo-nos para a Imagem de Nossa Senhora de Fátima, que enquanto mãe nos acolhe e escuta quando mais choramos. Que sendo filhos perdidos na tristeza ou solidão, sempre recorramos a Maria Santíssima e que ela sempre nos ilumine, console e ajude. Juntos em silêncio, meditemos e falemos com Cristo e Nossa Senhora, sobre o que mais nos faz sentir dor ou tristeza. Cantemos "Stabat Mater Dolorosa".
Terminado o cântico, faz-se a genuflexão e retiram-se em silêncio para a Catedral de Nossa Senhora da Assunção em Leiria.
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