Livreto Celebrativo - Via Sacra pela Cidade de Leiria | Jornada Mundial da Juventude 2023

 


LIVRETO CELEBRATIVO
VIA SACRA PELA CIDADE DE LEIRIA
II JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE
"Pai, em vossas mãos eu entrego o meu Espírito"

2023 - 2 EDIÇÃO

24.11.2023 - Capelinha das Aparições

RITOS INICIAIS

ENTRADA

Reunido o povo, inicia-se procissão até ao altar da Capelinha das Aparições. Ao chegar ao altar, os sacerdotes e diáconos fazem a reverência ao altar e ocupam as laterais abaixo do altar. Os bispos e cardeais por sua vez, fazendo a reverência ao altar com genuflexão, e não beijando o altar, ocupam as laterais do mesmo. 
O Santo Padre ocupando a Presidência, inicia a Via Sacra com as seguintes palavras. 

Pres.: In nómine Patris, et Fílii, et Spíritus Sancti
Ass.: Amém.
O presidente, voltado para o povo e abrindo os braços, saúda-o:
Pres.: Dominus Vobiscum. 
Ass.: Et cum spíritu tuo.

Após os ritos iniciais, o narrador nomeado para a celebração, desloca-se ao ambao e faz uma introdução à celebração. 

NarCaríssimos Irmãos, reunimo-nos hoje nesta noite para meditar, o caminho da Cruz. Os Passos da dor, do Sofrimento, da Entrega e da Vitória de Nosso Senhor Jesus. Palavras orantes da serva de Deus, irmã Lúcia de Jesus, podem ajudar-nos a assumir o silêncio interior, o silêncio do coração que se abre à contemplação. Assim cumpriremos a Via Sacra de modo proveitoso e fecundo, porque permitiremos, que o caminho da Cruz, se cumpra no coração de cada um. A experiência silenciosa da contemplação dos passos do amor que meditaremos, soarão no nosso íntimo, e conduzir-nos-ão a uma consciência mais profunda do valor que temos para Deus, de quanto Deus nos ama, como manifestou na Paixão e Morte do seu filho. 

Após as palavras do narrador, o presidente da celebração inicia a oração cantando:

Pres: Oremos. 

Senhor Nosso Deus, que pela Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, destruis-te a morte, herança do antigo pecado transmitida a todo o género humano, fazei que renovados à imagem do Vosso Filho, assim como pela nossa natureza levamos a imagem do homem terrestre, levemos também pela vossa graça, a imagem do homem celeste. 

Ele que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Ass: Amen.

Após a oração, prepara-se então a Procissão e inicia-se a meditação da Primeira Estação. 

1.º ESTAÇÃO: Jesus é condenado à Morte. 

V. Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus! 

R. Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Aqui, um Diácono dirige-se ao Ambao e lê o Evangelho. 

Diac: «Pilatos disse-Lhe: «A mim não me falas? Não sabes que eu tenho o poder para Te soltar e também para Te crucificar?» Jesus respondeu: «Tu não terias poder algum sobre Mim, se não te fosse dado do alto. Por isso, quem Me entregou a ti tem maior pecado». Desde este momento, Pilatos procurava soltá-Lo. Porém, os judeus gritavam: «Se soltas Este, não és amigo de César, porque todo aquele que se faz Rei, declara-se contra César». Pilatos, tendo ouvido estas palavras, conduziu Jesus para fora e sentou-se no seu tribunal, no lugar chamado Litóstrotos, em hebraico Gábata. Era o dia da Preparação da Páscoa, cerca da hora sexta. Pilatos disse aos judeus: “Eis o vosso Rei!” Mas eles gritaram: “Tira-O, tira-O, crucifica-O”! Pilatos disse-lhes: “Hei de crucificar o vosso Rei?”. Os pontífices responderam: “Não temos outro rei senão César”. Então entregou-Lho para que fosse crucificado.»

 NarA condenação, que se torna agora pública, tinha sido antes concebida no segredo. Ao mesmo tempo que o coração do Mestre inventava gestos de amor criativo, o coração do traidor dava lugar ao ódio e à rejeição, como nos relata o evangelista João: «Jesus, que amara os seus que estavam no mundo, levou o seu amor por eles até ao extremo. O diabo já tinha metido no coração de Judas, f ilho de Simão Iscariotes, a decisão de o entregar». 

Pres: Deus de ternura e de misericórdia que amais o inimigo, que pondes amor onde reina a maldade, ensinai-nos a colaborar convosco acolhendo o vosso perdão e sabendo perdoar aos outros.

Terminado, o coro inicia um cântico. Após o término do mesmo, o sacerdote responsável, pega a cruz, e insere-se na frente da procissão ladeado por duas a quatro velas. Tendo a procissão formada, o coro inicia um segundo cântico, onde se inicia o cortejo calmamente até à outra estação. Ao chegar a cada nova estação, o presidente dirige-se com o diácono ao ambao preparado. 

2.º ESTAÇÃO: Jesus toma a sua cruz. 

V. Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus! 

R. Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Aqui, um Diácono dirige-se ao Ambao e lê o Evangelho. 

Diac: «Pilatos, querendo satisfazer o povo, soltou-lhes Barrabás. Depois de fazer açoitar Jesus, entregou-O para ser crucificado. Os soldados conduziram-No ao interior do átrio, isto é, o Pretório, e ali juntaram toda a corte. Revestiram-No de púrpura e cingiram-Lhe a cabeça com uma coroa entretecida de espinhos. E começaram a saudá-Lo: «Salve, Rei dos Judeus!» E davam-Lhe na cabeça com uma cana, cuspiam-Lhe no rosto, e, pondo-se de joelhos, faziam-Lhe reverências. Depois de O terem escarnecido, despojaram-No da púrpura, vestiram-Lhe os Seus vestidos e levaram-No para O crucificar.»

 NarNossa Senhora em agosto de 1917 recomendou aos pastorinhos: «Rezai muito e fazei sacrifícios pelos pecadores». O seu cuidado materno impele-nos a tornarmos atual a oferta de Jesus por todos, tomando cada um a sua cruz e a uni-la à de Jesus. Assumir os sofrimentos e dificuldades próprios da vida e ajudar a suavizar a cruz de quem está ao nosso lado é uma forma simples e concreta de seguirmos Jesus no dia a dia.

Pres: Senhor, ajudai-me a assumir o lado custoso da vida com coragem e generosidade; que eu não a torne mais pesada só com lamentos e mágoas. Dai-me a graça de levar a minha cruz, assumida livremente, como dom de mim e oferta de amor.

Terminado, o coro inicia um cântico. Após o término do mesmo, o coro inicia um segundo cântico, onde se inicia o cortejo calmamente até à outra estação. Ao chegar a cada nova estação, o presidente dirige-se com o diácono e o narrador ao ambao preparado. 

3.º ESTAÇÃO: Jesus cai pela primeira vez

V. Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus! 

R. Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Aqui, um Diácono dirige-se ao Ambao e lê o Evangelho. 

Diac: «Era desprezado, era a escória da humanidade, homem das dores, experimentado nos sofrimentos; como aqueles, diante dos quais se cobre o rosto, era amaldiçoado e não fazíamos caso dele. Em verdade, ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e carregou os nossos sofrimentos: e nós o reputávamos como um castigado, ferido por Deus e humilhado. Mas ele foi castigado pelos nossos crimes, e esmagado pelas nossas iniquidades; o castigo que nos salva pesou sobre; fomos curados graças às suas chagas. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, seguíamos cada qual o nosso caminho; o Senhor fazia recair sobre ele o castigo das faltas de todos nós. »

 NarIgual a nós em tudo, exceto no pecado, Jesus é «na verdade Deus escondido, o Deus de Israel, o salvador!». Ele que oferece a liberdade aos cativos, que liberta os oprimidos, que dá a vista aos cegos, submete-se a si próprio à humilhação da fraqueza. A nada se poupa para demonstrar o seu amor fiel e que a sua palavra merece a nossa fé.

Pres: Jesus, Vós que aceitais cair por amor de mim, ajudai-me a aceitar com humildade as minhas quedas e a contribuir para elevar os outros e não para os derrubar.

Terminado, o coro inicia um cântico. Após o término do mesmo, o coro inicia um segundo cântico, onde se inicia o cortejo calmamente até à outra estação. Ao chegar a cada nova estação, o presidente dirige-se com o diácono e o narrador ao ambao preparado. 

4.º ESTAÇÃO: Jesus encontra sua mãe. 

V. Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus! 

R. Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Aqui, um Diácono dirige-se ao Ambao e lê o Evangelho. 

Diac: «Simeão abençoou-os e disse a Maria, Sua mãe: «Eis que este Menino está posto para ruína e ressurreição de muitos em Israel e para ser sinal de contradição. E uma espada trespassará a tua alma. Assim se descobrirão os pensamentos escondidos nos corações de muitos». (...) Sua mãe conservava todas estas coisas no seu coração.»

 NarMaria comunga com Jesus, mais do que ninguém. Ela conhece o sentido da sua vida e o sentido que Ele dá à sua cruz. Ela, que participou desde o início na vida e missão de Jesus, também está presente no caminho do Calvário, sofrendo com Ele e amando com Ele. 

Pres: Unamo-nos também a Maria, pedindo-lhe que coloque no nosso coração os sentimentos de Jesus, cantando a Salve Rainha. 

Terminado, o coro inicia um cântico. Após o término do mesmo, o coro inicia um segundo cântico, onde se inicia o cortejo calmamente até à outra estação. Ao chegar a cada nova estação, o presidente dirige-se com o diácono e o narrador ao ambao preparado. 

5.º ESTAÇÃO: Jesus é ajudado pelo cireneu. 

V. Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus! 

R. Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Aqui, um Diácono dirige-se ao Ambao e lê o Evangelho. 

Diac: «Obrigaram um certo homem que ia a passar, Simão de Cirene, que vinha do campo, pai de Alexandre e de Rufo, a levar a cruz. Conduziram-No ao lugar do Gólgota, que quer dizer lugar do Crânio.»

 NarNos caminhos da vida, lugar das nossas “vias-sacras”, Jesus é o nosso principal Cireneu. Consagrados pelo batismo, somos ungidos pelo Espírito Santo e assumimos a nossa vida como caminho de santidade. No caminho específico da nossa vocação, na família ou na comunidade cristã, encontramos sempre ocasião de sermos cireneus uns dos outros. 

Pres: Ajudai-nos, Senhor, a aliviar a cruz dos mais próximos; não permitais que andemos distraídos das cruzes dos nossos irmãos e irmãs na fé ou dos membros da nossa família.

Terminado, o coro inicia um cântico. Após o término do mesmo, o coro inicia um segundo cântico, onde se inicia o cortejo calmamente até à outra estação. Ao chegar a cada nova estação, o presidente dirige-se com o diácono e o narrador ao ambao preparado. 

6.º ESTAÇÃO: Verónica limpa o rosto a Jesus. 

V. Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus! 

R. Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Aqui, um Diácono dirige-se ao Ambao e lê o Evangelho. 

Diac: «Fala-vos o meu coração, a minha face vos procura; a vossa face ó Senhor, eu a procuro. Não escondais de mim o vosso rosto, não afasteis com ira o vosso servo. Vós sois o meu amparo, não me rejeiteis nem me abandoneis, ó Deus, meu Salvador.»

 NarO individualismo, muitas vezes provocado pelos nossos medos e inseguranças, fecha-nos em nós. Deste modo, a outra pessoa pode tornar-se incómoda ou rival, em vez de ser reconhecida e estimada como igual, companheira de caminho, motivo de dedicação e de apreço. 

Pres: Senhor, ensinai-me a reconhecer o dom que a outra pessoa é em si mesma, em vez de a valorizar apenas por aquilo que é para mim. Tornai-me capaz de amar, à imagem da Santíssima Trindade, onde cada Pessoa é dom gratuito para a outra e recebe da outra esse mesmo dom gratuito, gerando, desse modo, à nossa volta, um ambiente de amor, que circula e dá vida.

Terminado, o coro inicia um cântico. Após o término do mesmo, o coro inicia um segundo cântico, onde se inicia o cortejo calmamente até à outra estação. Ao chegar a cada nova estação, o presidente dirige-se com o diácono e o narrador ao ambao preparado. 

7.º ESTAÇÃO: Jesus cai pela segunda vez. 

V. Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus! 

R. Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Aqui, um Diácono dirige-se ao Ambao e lê o Evangelho. 

Diac: «Cristo também sofreu por vós deixando-vos o exemplo, para que sigais as Suas pisadas. Ele que não cometeu pecado, «e em cuja boca não se encontrou a mentira»; quando O injuriavam, não injuriava, sofrendo, não ameaçava, mas entregava-Se ao Justo Juiz; foi Ele mesmo que levou os nossos pecados em Seu corpo, sobre o madeiro, a fim de que, mortos para o pecado, vivamos para a justiça: «por Suas chagas fostes curados.»

 NarE quando reincidimos nos mesmos erros? E quando vemos alguém cair de novo ao nosso lado? Como reagimos? O que fazemos? Exigimos, julgamos, comentamos… Ou compreendemos e ajudamos?

Pres: Jesus, que Vos apresentais débil, a vossa fraqueza é evidente. Porque tenho tanta dificuldade em aceitar a minha e a das pessoas que vivem ao meu lado? Ensinai-me, Senhor, a lidar com as fraquezas.

Terminado, o coro inicia um cântico. Após o término do mesmo, o coro inicia um segundo cântico, onde se inicia o cortejo calmamente até à outra estação. Ao chegar a cada nova estação, o presidente dirige-se com o diácono e o narrador ao ambao preparado. 

8.º ESTAÇÃO: Jesus encontra as mulheres de Jerusalém. 

V. Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus! 

R. Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Aqui, um Diácono dirige-se ao Ambao e lê o Evangelho. 

Diac: «Seguia-O uma grande multidão de povo e de mulheres, que batiam no peito e O lamentavam. Porém Jesus, voltando-Se para elas, disse: «Filhas de Jerusalém, não choreis por Mim, mas chorai por vós mesmas e pelos vossos filhos. Porque eis que virá tempo em que se dirá: “Ditosas as estéreis e os seios que não geraram e os peitos que não amamentaram!”. Então começarão os homens a dizer aos montes: “Caí sobre nós” e às colinas: “Cobri-nos”. Porque, se isto se faz no lenho verde, que se fará no seco?»

 NarLamentar-se nunca foi maneira de resolver os problemas. Jesus reenvia as mulheres para a sua realidade, para cuidarem do que está ao seu alcance e delas depende: elas mesmas e os seus filhos. Neste mundo em que vivemos existem muitas coisas erradas: injustiças, negligências, corrupção… E eu, na minha vida concreta, faço para aumentar ou para combater esses males?

Pres: Jesus, ensinai-me a estar atento àquilo que me rodeia, a colocar o bem onde vejo o mal. Saiba eu agradecer em vez de me lamentar, saiba compreender em vez de julgar e perdoar em vez de condenar. Ajudai-me, Senhor, a assumir a minha responsabilidade na construção do bem comum.

Terminado, o coro inicia um cântico. Após o término do mesmo, o coro inicia um segundo cântico, onde se inicia o cortejo calmamente até à outra estação. Ao chegar a cada nova estação, o presidente dirige-se com o diácono e o narrador ao ambao preparado. 

9.º ESTAÇÃO: Jesus cai pela terceira vez

V. Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus! 

R. Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Aqui, um Diácono dirige-se ao Ambao e lê o Evangelho. 

Diac: «É bom para o homem carregar o seu jugo na mocidade. Permaneça só e em silêncio, quando Deus lho determinar”. Leve a sua boca ao pó; haverá, talvez, esperança? Estenda a face a quem o fere, e se farte dos opróbrios! Porque o Senhor não repele para sempre. Após ter afligido, ele tem piedade, porque é grande a sua misericórdia.»

 NarA tentação do desânimo pode bater-nos à porta. Ela resulta da experiência da nossa fragilidade e impotência e do autocentramento, por colocarmos a confiança em nós mesmos e não em Deus. Jesus, o santo de Deus, tornou-se solidário connosco até ao extremo, para que não hesitemos em buscar n’Ele a força da nossa esperança.

Pres: Senhor, que eu aprenda a humildade através das humilhações e me fixe em Vós, como Pedro, para me manter de pé. Perdoai-me pelas vezes em que tomo o meu sentir pela verdade e consinto na falta de confiança.

Terminado, o coro inicia um cântico. Após o término do mesmo, o coro inicia um segundo cântico, onde se inicia o cortejo calmamente até à outra estação. Ao chegar a cada nova estação, o presidente dirige-se com o diácono e o narrador ao ambao preparado. 

10.º ESTAÇÃO: Jesus é despojado das suas vestes

V. Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus! 

R. Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Aqui, um Diácono dirige-se ao Ambao e lê o Evangelho. 

Diac: «Os soldados, depois de terem crucificado Jesus, tomaram as Suas vestes e fizeram delas quatro partes, uma para cada soldado. Tomaram também a túnica. A túnica não tinha costura, era toda tecida de alto a baixo. Disseram entre si: Não a rasguemos, mas lancemos sortes sobre ela, para ver a quem tocará; para que se cumprisse deste modo a Escritura, que diz: «Repartiram entre si as Minhas vestes e lançaram sortes sobre a Minha Túnica». Os soldados assim fizeram.”»

 NarDesde o Seu nascimento até à morte, Cristo enriquece-nos com a sua pobreza. Ele despojou-Se e nós somos revestidos da dignidade de Filhos de Deus. Pelo batismo, revestidos de Cristo, somos novas criaturas, não pelos bens que a sorte nos trouxe, mas pela fé que nos faz participar da sua vida divina e gozar da intimidade com Deus.

Pres: Senhor Jesus, fonte de vida e de amor, colocai no meu coração o desejo de vos dar tudo, o desejo e a capacidade de me dar e de nada reclamar para mim. 

Terminado, o coro inicia um cântico. Após o término do mesmo, o coro inicia um segundo cântico, onde se inicia o cortejo calmamente até à outra estação. Ao chegar a cada nova estação, o presidente dirige-se com o diácono e o narrador ao ambao preparado. 

11.º ESTAÇÃO: Jesus é cravado na cruz. 

V. Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus! 

R. Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Aqui, um Diácono dirige-se ao Ambao e lê o Evangelho. 

Diac: «Quando chegaram ao lugar que se chama Calvário, ali O crucificaram a Ele e aos ladrões, um à direita e outro à esquerda. Jesus dizia: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.»

 NarO perdão recebido conduz à conversão. A conversão consiste em fixar o nosso olhar em Cristo, reconhecer com profunda gratidão o seu amor que nos salva e orientar a nossa vida para Ele, isto é, tomar a sua palavra e o seu exemplo como referência das nossas opções, das nossas atitudes, dos nossos comportamentos.

Pres: Senhor, diante da vossa cruz, mostrai-me o que devo mudar para que a minha vida seja mais conforme ao vosso estilo e defenda os interesses do vosso Reino, mais do que os pequenos interesses individuais ou do grupo a que pertenço.

Terminado, o coro inicia um cântico. Após o término do mesmo, o coro inicia um segundo cântico, onde se inicia o cortejo calmamente até à outra estação. Ao chegar a cada nova estação, o presidente dirige-se com o diácono e o narrador ao ambao preparado. 

12.º ESTAÇÃO: Jesus morre na cruz. 

V. Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus! 

R. Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Aqui, um Diácono dirige-se ao Ambao e lê o Evangelho. 

Diac: «Em seguida, sabendo Jesus que tudo estava consumado, para se cumprir a Escritura, disse: «Tenho sede». Havia ali um vaso cheio de vinagre. Então, os soldados, ensopando no vinagre uma esponja e atando-a a uma cana de hissopo, chegaram-Lha à boca. Jesus tendo tomado o vinagre, disse: «Tudo está consumado!». Depois, inclinando a cabeça, entregou o espírito.»

Pres: Contemplemos, em silêncio, o amor que por nós se oferece até ao fim. Em silêncio, adoremo-Lo.

Terminado, o coro inicia um cântico. Após o término do mesmo, o coro inicia um segundo cântico, onde se inicia o cortejo calmamente até à outra estação. Ao chegar a cada nova estação, o presidente dirige-se com o diácono e o narrador ao ambao preparado. 

13.º ESTAÇÃO: Jesus é retirado da cruz. 

V. Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus! 

R. Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Aqui, um Diácono dirige-se ao Ambao e lê o Evangelho. 

Diac: «Foram, pois, os soldados e quebraram as pernas ao primeiro e ao outro com quem Ele havia sido crucificado. Mas, quando chegaram a Jesus, vendo que já estava morto, não Lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados trespassou-Lhe o lado com uma lança e imediatamente saiu sangue e água. Quem foi testemunha deste facto o atesta, para que também vós acrediteis. (…) Depois disto, José de Arimateia, que era discípulo de Jesus, ainda que oculto por medo dos judeus, pediu a Pilatos que lhe deixasse levar o corpo de Jesus. Pilatos permitiu-o. Foi, pois, e tomou o corpo de Jesus.»

 NarOs verdadeiros amigos revelam-se nos momentos difíceis, quando já não há nada para retribuir. É assim que somos chamados a amar os nossos amigos, com um amor gratuito e generoso. Mas, como é difícil?! É muito mais espontâneo dar para que me dês, ou dar-te porque me dás. Mas isso não basta, o cristão dá um passo mais: dou-te porque tu és digno do meu carinho, da minha atenção. 

Pres: Senhor, formai os meus afetos, para que construa amizades baseadas na gratuidade, no amor sincero e não no interesse; amizades que permaneçam, mesmo quando chega a prova do silêncio, da ausência ou da separação.

Terminado, o coro inicia um cântico. Após o término do mesmo, o coro inicia um segundo cântico, onde se inicia o cortejo calmamente até à outra estação. Ao chegar a cada nova estação, o presidente dirige-se com o diácono e o narrador ao ambao preparado. 

14.º ESTAÇÃO: Jesus é depositado no sepulcro. 

V. Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus! 

R. Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Aqui, um Diácono dirige-se ao Ambao e lê o Evangelho. 

Diac: «José, tomando o corpo de Jesus, envolveu-O num lençol limpo, e depositou-O no seu sepulcro novo, que tinha mandado abrir numa rocha. Depois rolou uma grande pedra para diante da boca do sepulcro, e retirou-se. Maria Madalena e a outra Maria estavam lá, sentadas diante do sepulcro.»

 NarO silêncio da morte é o lugar onde a esperança se acende. Deus está presente mesmo quando tudo parece perdido. É necessário passar pela experiência do nada, para se poder receber o TUDO que Deus É. 

Pres: Senhor, ensinai-me a esperar. Não permitais que a minha esperança se reduza ao espaço do já conhecido da minha experiência, mas fazei que se abra, pela fé-confiança, às dimensões infinitas da vossa Ressurreição.

Terminando a oração e o cântico, o Santo Padre termina a Via Sacra da seguinte forma:

Pres: Rezemos, pelas intenções do Santo Padre, por toda a Igreja e por toda a humanidade, pelo qual o nosso redentor se entregou à morte.

Pai Nosso que estais nos Céus, santificado seja o vosso Nome, venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa vontade assim na terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do Mal.

Avé Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte. Ámen

V. Gloria ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. 

R. Como era no princípio, agora e sempre. Amen

O Santo Padre terminando a Via Sacra, faz a bênção final de braços abertos. 

Pres.: Derramai Senhor a vossa bênção sobre este povo, que meditou e contemplou a morte do vosso Filho na esperança da sua Ressurreição, concedei o perdão e o conforto, aumentai a sua fé e confirmai-o na esperança da Salvação Eterna. Por Cristo Nosso Senhor. 
Ass.: Amém.

Após a bênção, o narrador nomeado para a celebração, desloca-se ao ambao e dá umas últimas palavras. 

NarVoltemo-nos para a Imagem de Nossa Senhora de Fátima, que enquanto mãe nos acolhe e escuta quando mais choramos. Que sendo filhos perdidos na tristeza ou solidão, sempre recorramos a Maria Santíssima e que ela sempre nos ilumine, console e ajude. Juntos em silêncio, meditemos e falemos com Cristo e Nossa Senhora, sobre o que mais nos faz sentir dor ou tristeza. Cantemos "Stabat Mater Dolorosa". 

Terminado o cântico, faz-se a genuflexão e retiram-se em silêncio para a Catedral de Nossa Senhora da Assunção em Leiria. 










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