BÊNÇÃO DOS ÍCONES DA JMJ'23

 



BÊNÇÃO DOS ÍCONES DA JMJ'23

09.10.2023

RITOS INICIAIS

1. Reunido o povo, o sacerdote e os ministros encaminham-se para o altar enquanto se executa o cântico de entrada. Ao chegar ao altar, o sacerdote, feita uma inclinação profunda juntamente com os ministros, beija o altar e, conforme as circunstâncias, incensa a cruz e o altar. 
Depois, dirige-se para a sua cadeira, juntamente com os ministros. 
Terminado o cântico de entrada, sacerdote e fiéis, todos de pé, fazem o sinal da cruz, enquanto o sacerdote, voltado para o povo, diz:

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. 
O povo responde: Amen. 

2. Depois, o sacerdote, abrindo os braços, saúda o povo, dizendo: 
A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco. 

O povo responde: Bendito seja Deus, que nos reuniu no amor de Cristo. 

Ato penitencial – C 

O sacerdote convida os fiéis ao ato penitencial, dizendo: 
Irmãos: Jesus Cristo, o justo, intercede por nós e reconcilia-nos com o Pai. Abramos o nosso espírito ao arrependimento para celebrarmos dignamente os santos mistérios. 

Guardam-se alguns momentos de silêncio. 

3. Seguidamente, o sacerdote, ou um ministro idóneo, diz ou canta as seguintes invocações ou outras semelhantes:

V. Kýrie, eléison.    R. Kýrie, eléison.

V. Christe, eléison. R. Christe, eléison. 

V. Kýrie, eléison.    R. Kýrie, eléison. 

4. Terminada a Invocação, o sacerdote, de mãos juntas, diz:

Oremos

E todos, juntamente com o sacerdote, oram em silêncio durante alguns momentos. Depois, o sacerdote, de braços abertos, diz a oração coleta.

Deus todo-poderoso e eterno, que, na abundância do vosso amor, cumulais de bens os que Vos imploram, muito além dos seus méritos e desejos, pela vossa misericórdia, libertai a nossa consciência de toda a inquietação e dai-nos o que nem sequer ousamos pedir.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

O povo aclama: Amen. 

Liturgia da Palavra

5. Conforme os costumes locais, no início da liturgia da palavra, antes da primeira leitura, pode entronizar-se solenemente a palavra de Deus. Em seguida, o leitor vai ao ambão e lê a primeira leitura, que todos escutam sentados.

Leitura do Livro de Isaías

Vede como vai prosperar o meu servo: subirá, elevar-se-á, será exaltado. Assim como, à sua vista, muitos se encheram de espanto tão desfigurado estava o seu rosto que tinha perdido toda a aparência de um ser humano assim se hão-de encher de assombro muitas nações e, diante dele, os reis ficarão calados, porque hão-de ver o que nunca lhes tinham contado e observar o que nunca tinham ouvido. Quem acreditou no que ouvimos dizer? A quem se revelou o braço do Senhor? O meu servo cresceu diante do Senhor como um rebento, como raiz numa terra árida, sem distinção nem beleza para atrair o nosso olhar, nem aspecto agradável que possa cativar-nos. Desprezado e repelido pelos homens, homem de dores, acostumado ao sofrimento, era como aquele de quem se desvia o rosto, pessoa desprezível e sem valor para nós. Ele suportou as nossas enfermidades e tomou sobre si as nossas dores. Mas nós víamos nele um homem castigado, ferido por Deus e humilhado. Ele foi trespassado por causa das nossas culpas e esmagado por causa das nossas iniquidades. Caiu sobre ele o castigo que nos salva: pelas suas chagas fomos curados. Todos nós, como ovelhas, andávamos errantes, cada qual seguia o seu caminho. E o Senhor fez cair sobre ele as faltas de todos nós. Maltratado, humilhou-se voluntariamente e não abriu a boca. Como cordeiro levado ao matadouro, como ovelha muda ante aqueles que a tosquiam, ele não abriu a boca. Foi eliminado por sentença iníqua, mas quem se preocupa com a sua sorte? Foi arrancado da terra dos vivos e ferido de morte pelos pecados do seu povo. Foi-lhe dada sepultura entre os ímpios e um túmulo no meio de malfeitores, embora não tivesse cometido injustiça, nem se tivesse encontrado mentira na sua boca. Aprouve ao Senhor esmagar o seu servo pelo sofrimento. Mas se oferecer a sua vida como sacrifício de expiação, terá uma descendência duradoira, viverá longos dias e a obra do Senhor prosperará em suas mãos. Terminados os sofrimentos, verá a luz e ficará saciado na sua sabedoria. O justo, meu servo, justificará a muitos e tomará sobre si as suas iniquidades. Por isso, Eu lhe darei as multidões como prémio e terá parte nos despojos no meio dos poderosos; porque ele próprio entregou a sua vida à morte e foi contado entre os malfeitores, tomou sobre si as culpas das multidões e intercedeu pelos pecadores.

Palavra do Senhor.

O povo responde: Graças a Deus. 

O salmista ou cantor canta ou recita o salmo, ao qual o povo responde com o refrão.

R. Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste? 

Todos os que me vêem escarnecem de mim, estendem os lábios e meneiam a cabeça: «Confi ou no Senhor, Ele que o salve, Ele que o livre, se é seu amigo». R. 

Matilhas de cães me rodearam, cercou-me um bando de malfeitores. Trespassaram as minhas mãos e os meus pés, posso contar todos os meus ossos. R. 

Hei-de falar do vosso nome aos meus irmãos, hei-de louvar-Vos no meio da assembleia. Vós que temeis o Senhor, louvai-O, glorificai-O, vós todos os filhos de Jacob. R.

Segue-se o Aleluia ou outro cântico, requerido pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico. 

Entretanto, o sacerdote impõe incenso, sendo usado, no turíbulo. Em seguida, o diácono que tiver de proclamar o Evangelho, profundamente inclinado diante do sacerdote, pede a bênção em voz baixa, dizendo: A vossa bênção. 

O sacerdote, em voz baixa, diz: 
O Senhor esteja no teu coração e nos teus lábios, para anunciares dignamente o seu Evangelho: Em nome do Pai e do Filho + e do Espírito Santo. 

O diácono benze-se e responde: Amen.

A seguir, o diácono ou o sacerdote, dirige-se para o ambão, acompanhado dos acólitos que podem levar o incenso e os círios, e diz: 

O Senhor esteja convosco. 

O povo responde: Ele está no meio de nós. 

O diácono ou o sacerdote diz: 
Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, segundo São João 

Ao mesmo tempo faz o sinal da cruz sobre o livro e, depois, sobre si mesmo na fronte, na boca e no peito, e o mesmo fazem todos os demais. 

O povo aclama: Glória a Vós, Senhor.

Naquele tempo, perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: "Mulher, este é o teu filho". Depois disse ao discípulo: "Esta é a tua mãe". Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo.  

Terminado o Evangelho, o diácono ou o sacerdote aclama: Palavra da salvação.
O povo responde: Glória a Vós, Senhor.

Em seguida, beija o livro, dizendo em silêncio:
Por este santo Evangelho, perdoai-nos, Senhor. 

Depois, segue-se a homilia, que deve ser feita pelo sacerdote ou pelo diácono, todos os domingos e festas de preceito e recomendada nos outros dias.

RITO DE BÊNÇÃO

 Terminada a homilia, o sacerdote dirige-se ao centro do altar, onde junto dos ícones fará a Bênção da Cruz e da imagem de Nossa Senhora. 

Queridos adolescentes: estais a preparar-vos, com entusiasmo, para a Jornada Mundial da Juventude, em Leiria no próximo mês do Senhor. Temos como lema desta Jornada a resposta de Maria, depois da Anunciação: “Maria levantou-se e partiu apressadamente” (Lc 1,39). Depois de “dizer sim”, depois deste “Say yes”, também é feito aos jovens o desafio do “Rise up”, isto é: “Levanta-te”. Ides caminhar para esta Jornada sob a guia e a companhia de Maria. Iremos todos juntos descobrir o significado do ícone de Maria Salus Populi Romani, Maria Salvação do Povo Romano nas próximas semanas. Este ícone, cuja pintura é atribuída a São Lucas, foi colocado pela primeira vez ao lado da Cruz da JMJ, pelo Papa São João Paulo II, no ano 2000, e três anos depois, o Papa entregou aos jovens uma réplica para que viajasse junto com a Cruz por todo o mundo. No passado dia 27 de março de 2020, todos recordamos o Papa Francisco, sozinho, na Praça de São Pedro, a rezar diante deste ícone, pelo fim da pandemia. Hoje temos diante de nós estes mesmos ícones que iremos benzer e pedir, que agora partindo pelo nosso mundo virtual, parando em cada ArquiDiocese, que deixem alma, fogo do espírito e que tragam bons testemunhos vocacionais. 

Aqui o sacerdote de braços estendidos sobre a imagem de Nossa Senhora inicia a bênção:

Pai santo, humildemente Vos suplicamos:
ajudai com a vossa graça os fiéis
que ergueram este ícone da Virgem Santíssima,
Salvação do Povo Romano,
para que gozem sempre da sua proteção
e gravem em seus corações
a imagem que os seus olhos contemplam.

Sejam firmes na fé, inabaláveis na esperança,
diligentes na caridade, sinceros na humildade,
fortes no sofrimento, dignos na pobreza,
pacientes na adversidade, solidários na prosperidade
e promotores da paz e da verdadeira justiça,

para que um dia,
depois de percorrerem os caminhos deste mundo
no vosso amor e no amor fraterno,
cheguem à Cidade permanente,
onde a Virgem Santíssima, nova Eva,
Mãe de todos os viventes,
intercede como Mãe
e resplandece de santidade.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho
e Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

O povo aclama: Amen. 

Em seguida o sacerdote dirige-se à cruz e inicia a bênção da mesma, de braços abertos:

Nós Vos bendizemos, Senhor, Pai santo, que, pelo vosso amor infinito, na árvore onde o homem encontrou a ruína e a morte, nos destes o remédio da salvação e da vida. 

Porque, chegada a hora da sua Páscoa, Nosso Senhor Jesus Cristo, sacerdote, mestre e rei, subiu voluntariamente à árvore da cruz e converteu-a em trono da sua glória, altar do seu sacrifício e cátedra da verdade. 

Ali, elevado sobre a terra, venceu o inimigo antigo e, vestido com a púrpura do seu sangue, atraiu a Si misericordiosamente todos os homens. Ali, de braços abertos, Vos ofereceu o sacrifício da sua vida e deu todo o poder salvador aos sacramentos da nova aliança. 

Ali ensinou com a sua morte o que tinha anunciado com a sua palavra: o grão de trigo, quando morre, dá fruto abundante. 

Concedei, Senhor, que os vossos fiéis, venerando e acompanhando este sinal salvador, alcancem os frutos da redenção que Jesus Cristo mereceu com a sua paixão; na cruz dêem morte aos seus pecados, com o poder da cruz dominem a soberba e fortaleçam a sua debilidade; na cruz encontrem consolação em suas angústias e refúgio seguro nos momentos de perigo e, protegidos pelo seu poder, percorram sãos e salvos os caminhos deste mundo, até que um dia os recebais, Pai santo, na vossa casa celeste. 

Vós que sois Deus com o Pai, na Unidade do Espírito santo. 


O povo aclama: Amen.


O sacerdote coloca incenso no turibulo e Incensa os Ícones. Enquanto o faz, canta-se um cântico próprio. Após terminar o cântico, ele faz a passagem e entrega dos Ícones à Arquidiocese de Aparecida. 

Cara Comunidade Arquidiocesana de Aparecida, é agora entregue a vós, os Ícones da Jornada Mundial da Juventude que desafia todos vocês a irem apressadamente, em busca do Altar, em busca das vinhas, em busca das ovelhas perdidas. Recebam estes Ícones com o objectivo de promoverem a paz, a busca e a colheita de novos frutos sacerdotais para a vinha do Senhor. 
Ide e levai os Ícones da Jornada Mundial da Juventude. 

Deus vos abençoe a todos e uma Santa Peregrinação pelas terras de Aparecida. 

Aqui o sacerdote retoma à presidência e faz a bênção final. 

O Senhor esteja convosco. 
O povo responde: Ele está no meio de nós.

Depois da oração, o sacerdote conclui sempre: 

A bênção de Deus todo-poderoso, Pai, Filho + e Espírito Santo, desça sobre vós e permaneça para sempre. 

O povo responde: Amen.

Ide em paz e o Senhor vos acompanhe. 

O povo responde: Graças a Deus.

Em seguida, o sacerdote beija o altar em sinal de veneração, como no início. Feita a inclinação profunda com os ministros, retira-se. 
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